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Como aplicar o Spaces Between Us na minha organização?

Leitura rápida: depois de compreendermos que as pessoas já não têm tanta vontade de trabalhar em escritórios, repensámos um espaço de trabalho ideal. Concluímos que será uma interligação entre um espaço de sociabilização + hubs individuais móveis + uma aplicação que informa sobre as atividades a ocorrer no espaço de sede e sobre a disponibilidade de cada hub, reforçando também a cultura da empresa.


Uma comunidade não é só constituída por pessoas: o que torna uma comunidade viva é a qualidade das interações entre os seus membros.

Com a possibilidade de trabalho remoto, as sedes começam a fazer parte das comunidades. As organizações passaram a tornar-se parte do espaço físico dos seus trabalhadores e as pessoas podem escolher onde trabalhar. Se preferirem trabalhar em casa ou num café, essa possibilidade pode ser oferecida, mas também poderão trabalhar em hubs estrategicamente colocados pela organização junto a zonas acessíveis para colaboradores. O verdadeiro desafio é tornar o espaço da organização um espaço de trabalho natural dentro da comunidade, contribuindo para a qualidade de vida e de trabalho.

Durante o nosso estudo sobre espaços de trabalho do futuro (que agora são do presente!) concluímos que as sedes das organizações não são só espaços de trabalho. São também pequenas comunidades, onde se pode pôr a conversa em dia ou fazer desporto. Isto significa que são importantes centros de socialização.

Durante a pandemia percebemos que não íamos para o escritório para trabalhar. Íamos também para reforçar a nossa posição na comunidade, através da socialização. Por isso, quando prototipámos Spaces Between Us, reforçámos a ideia de que a comunidade é esse espaço entre nós: é o espaço em que a organização deve investir para manter a satisfação de quem colabora.


O resultado? Reforçar o interesse e o envolvimento de todas as pessoas na cultura da organização, não deixar escapar talento e fazer crescer níveis de produtividade e proatividade.


Como aplicar na minha organização?


A sede

No sistema SBU, a sede assume o papel de pólo de socialização e de experiência da cultura organizacional. Já não é necessário apanhar o autocarro com a lancheira às costas para chegar ao escritório. As secretárias de cada pessoa desapareceram. A sede passou a ser o ponto de referência, onde nos deslocamos para beber café com colegas, apanhar sol no terraço, fazer uma aula de ioga, tratar do jardim e da horta, ter um workshop ou formação, assistir a um concerto ou levar clientes a almoçar.

É o novo ponto de encontro, de aprendizagem, de troca de conhecimento e de simples conversa! Não é um espaço com horários das 9h às 17h. Passou a ser um sítio onde queremos ir e gostamos de estar. É um espaço vivo onde está sempre alguma coisa a acontecer, que nos atrai, que nos incita a participar e onde sentimos que vamos crescer.

Talvez pareça que nesta sede não se trabalha. Mas que espaço seria melhor para ter ideias, pensar em novos projetos, ganhar motivação e sentirmo-nos inspirados?



Unidades móveis

A sede é complementada por unidades móveis de proximidade. Isto significa que, apesar da sede ser o polo de socialização, não se excluíram os espaços de foco e de trabalho em equipa.

As unidades móveis são espaços de apoio ao trabalho remoto. São satélites que levam a cultura da organização até às zonas de vida dos colaboradores e estão preparadas tanto para trabalho individual como colaborativo. É verdade que podíamos ficar em casa sempre que não vamos para a sede, mas os espaços de trabalho que criámos em nossas casas nem sempre são tão confortáveis como pensávamos. Há dias em que não queremos falar com ninguém mas podemos querer sentir-nos acompanhados. É isso que estas unidades móveis propõem: trazer conforto, bem-estar e proximidade aos colaboradores que querem sair de casa sem se deslocarem para a sede.



SBU-APP

Através desta aplicação vamos estar ligados aos espaços, mas não vai ser mais uma plataforma digital a apitar constantemente com notificações e mensagens por responder!

Podemos ver quem está e quem vai estar no espaço nos próximos dias e inscrever-nos nas atividades em que queremos participar. Podemos ver onde estão as atividades móveis e reservá-las.

Algumas transformações ocorrem de forma rápida e repentina, alterando de forma abrupta a maneira como trabalhamos, outras ocorrem lentamente, numa progressão contínua de pequenas mudanças. Mas seja qual for a rapidez com que as dinâmicas se alteram, e venham elas ou não de fatores externos, os espaços de trabalho devem estar preparados para mudar. Não existe um modelo que sirva para todas as organizações nem uma fórmula mágica mas, o processo de trabalho e a metodologia que

aplicamos nos nossos projetos, permitem-nos criar espaços mais flexíveis.

Sabemos que o modelo SBU é capaz de responder às necessidades específicas de cada organização, independentemente do seu tamanho ou recursos. Vamos experimentar?